RELAÇÃO DE DOCUMENTOS PARA AÇÕES: NÍVEIS, DESAGREGAÇÃO e PROMOÇÃO EX-OFFÍCIO

Segue relação de documentos necessários aos nossos associados para entrarem com ações contra o Estado do Rio Grande do Norte.

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ATENÇÃO:

Procedimentos a se adotar:

1.      Reunir os documentos referentes ao tipo de ação que pretende ajuizar;
2.      Entregar todos os documentos na Secretaria da ASSPRA (ou enviar para o e-mail: assprapmrn@gmail.com, com o título: AÇÃO DE (especificar o tipo: NÍVEISDESAGREGAÇÃO ou PROMOÇÃO EX-OFFICIO);
3.      Receber da Secretaria o ENCAMINHAMENTO autorizando o sócio a fazer uso do jurídico. O encaminhamento pode ser solicitado pessoalmente na Sede da ASSPRA, ou pelos telefones e e-mail da associação;
4.      Informar-se sobre possíveis valores a custear (honorários advocatícios, custas processuais, xerox, deslocamento e alimentação dos advogados etc);
5.      Assinar a PROCURAÇÃO e o CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS.


APENAS a partir daí, se dará início a Assistência Jurídica ao associado.


RELAÇÃO DE DOCUMENTOS POR TIPO DE AÇÃO

Judiciário do RN presta homenagem póstuma a Sargento Antônio Cândido

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte prestou um “Voto de Profundo Pesar” pela morte do Sargento Antônio Cândido dos Santos na seção ordinário do último dia 7. Aprovada por unanimidade pelo pleno da corte, a homenagem póstuma foi proposta pelo Desembargador Cláudio Santos.

Publicou-se a informação no Boletim Geral nº. 121, do dia 3 deste mês. 

O Sargento foi assassinado no dia 5 de junho. Bandidos atiraram covardemente duas vezes no militar, que velado na capela do 6º Batalhão da PM e sepultado no cemitério do Distrito de Laginha, no Seridó.

A Associação de Praças da Polícia e Bombeiros Militares do Seridó/RN (APBMS) apoia a homenagem e crê ser ela bastante merecida, uma vez que o Sargento se tratava de um profissional exemplo para toda a tropa, não só da região seridoense, mas para todo o RN.

Assessoria de Comunicação APBMS


Servidores se mobilizam contra lei que congela orçamento de 2018

O Fórum de Servidores do Rio Grande do Norte, composto por sindicados e associações de servidores, incluindo os militares, reuniram-se nesta quinta-feira (13) para deliberar sobre a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018. 

Aprovada ontem pela Assembleia Legislativa do RN, a norma prevê o congelamento de gastos para o próximo ano, com enorme prejuízos para os servidores. Os salários, por exemplo, também vão ficar congelados. Além disso, dificulta-se a execução dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários, que vão depender agora de crédito suplementar.

Na segunda, o Fórum vai fazer uma nova assembleia para deliberar sobre encaminhamentos e medidas necessárias ao enfrentamento à nova realidade orçamentária do Estado. 

Na LDO, o deficit previdenciário continua a cargo exclusivo do Executivo, o que impacta negativamente o pagamento da folha de pessoal e limita atividades, como o custeio de serviços e despesas.

Para 2018, o Estado prevê receitas e despesas de R$ 12,3 bilhões. Após a votação da lei, servidores invadiram o plenário. A Assembleia, porém, ignorou o clamor social, finalizou os trabalhos e entra de recesso a partir desta sexta-feira (14).

Assessoria de Comunicação das Associações de Praças do RN

Servidores em manifestação na Assembléia 
(Foto: Túlio Ratto)

Propostas de agentes de segurança querem pôr freio em "matança" de policiais

O Rio Grande do Norte assiste a uma matança de seus policiais e, para frear essa onda de violência, os operadores da Segurança Pública elaboraram um documento conjunto a ser entregue ao governador Robson Faria.

Na manhã desta sexta-feira (7), policiais civis e militares, além de bombeiros, realizaram uma Assembleia Geral Unificada, com tom de manifestação, em frente à governadoria, em Natal.

Com grande participação das entidades representativas e seus sócios, o ato pretendeu chamar a atenção para os assassinatos de agentes de segurança que, de acordo com as associações, ocorre de forma premeditada e deliberada pelos bandidos.

Só este ano, 14 policiais foram vítimas de homicídio no estado.

Os manifestantes montaram duas tendas, ambas bastante ocupadas, onde se leu da pauta acertada, que consistia na exposição da necessidade de uma maior participação de policiais e bombeiros na elaboração de políticas públicas direcionadas à área.

Trata-se de consenso a urgência de se incluir no debate público os profissionais que lidam com a violência no seu cotidiano, no sentido de melhor direcionar as ações governamentais e buscar uma maior efetividade dessas medidas.

“Houve um número muito satisfatório de representantes das associações, seus presidentes etc., guarda municipal, PMs, agentes penitenciários. Muita gente”, disse o vice-presidente da Associação de Bombeiros do RN (ABMRN), o Soldado Eliabe Rodrigues, que esteve presente na assembleia nesta manhã.

O documento com as propostas a serem encaminhadas ao governador pode ser lido nas imagens abaixo.

Assessoria de Comunicação das Associações de Praças do RN



Manifestação em frente à Governadoria na sexta (7) 
(Foto: Sinpol RN)

Sindicato e associações da Segurança Pública marcam Assembleia Unificada em frente à Governadoria

O Fórum de Segurança Pública do RN convocam os servidores da Segurança Pública para uma Assembleia Geral Extraordinária nesta sexta-feira (7), às 9h, em frente à Governadoria, no Centro Administrativo, em Natal.

Como reação aos recentes ataques de criminosos a policiais, o Fórum de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, composto por servidores da área que lidam diretamente com a violência, decidiram pelo ato, que tem caráter de manifestação.

Esses agentes da Segurança Pública pleiteiam por mais espaço na deliberação e na elaboração de políticas públicas para o setor, uma vez que são eles os mais afetados e os que correm mais riscos na realização de seu trabalho.

Lidando diretamente com a insegurança, com a infraestrutura precária e sobretudo com a ausência de uma política apropriada de combate à criminalidade, esses servidores consideram essencial levar ao debate oficial o seu conhecimento empírico, de trabalho nas ruas, no planejamento de estratégias de confronto à violência.

É importante destacar que o RN registrou mais de mil homicídios só no primeiro semestre deste ano, tendo destaque negativo nos meios de comunicação nacionais, inclusive com matéria no Jornal Nacional, o telejornal mais assistido do País.

Dentro desses muitos assassinatos, acumulam-se histórias de policiais, não raro alvo deliberado de bandidos que, hoje, estão conscientes das dificuldades enfrentadas pelo Governo para deter a prática de atos ilícitos. 

Só este ano, foram 16 policiais mortos por bandidos no Estado.

Por isso, é preciso reforçar a necessidade inescapável de ouvir a voz desses profissionais que, cotidianamente, lutam para conter o avanço da criminalidade. A presença de todos os servidores na manifestação é fundamental.

Assessoria de Comunicação das Associações de Praças

Manifestação em frente à Governadoria no início deste ano
(Créditos: ACS PM RN)

Sem cumprir lei, Curso de Nivelamento impõe carga horária desumana

O Curso de Nivelamento de Praças deste semestre ultrapassou a carga horária estipulada em lei e impôs aos soldados aspirantes a Cabos uma carga horária análoga à escravidão. 

Iniciado em 8 de maio com previsão de seis semanas de instrução, a formação seria composta por 50 horas/aula na modalidade de Ensino à Distância (EAD), somadas a 310 horas/aula no Centro Superior de Formação e Aperfeiçoamento, no total de 360 horas/aula.

No entanto, além da extensão excessiva do curso, uma vez que se extrapolou o prazo inicial para encerramento, denúncias endereçadas às associações de praças informam que os profissionais são empregados por quatro horas ao dia em escalas de serviços extras.

Esse expediente não consta contabilizado na carga horária do curso, tampouco como serviço extra, o que leva à sua analogia à escravidão, num absoluto desrespeito aos direitos fundamentais e à dignidade da pessoa humana.

É preciso ressaltar que s organizadores aumentaram as semanas de instrução sem previsão no plano de curso e sem publicação no boletim geral.

Agora, os organizadores criaram uma nova disciplina: Curso de Instrução na Mata, que, na verdade, trata-se simplesmente de faxina; mudo-se o nome, embora o propósito seja o mesmo.

Os prejuízos resultantes disso são enormes.

Extenuados, a quantidade de alunos que utiliza de atestados médicos no decorrer do curso é alarmante: mais de 20 dispensas do tipo já foram registradas.

E, ainda, sem esses profissionais nas ruas, as escalas tornaram-se desfalcadas, em detrimento da segurança da população potiguar.

Enquanto a sociedade precisa dos militares, e enquanto os profissionais da segurança lutam por valorização profissional, os seus direitos são menosprezados mesmo num ambiente de formação, de cunho escolar. 

Essa situação mostra a urgência numa mudança de perspectiva direcionada à formação dos militares.

Assessoria de Comunicação das Associações de Praças

Foto: Assecom/PMRN

Relator da PEC que cria polícia única apresenta parecer favorável

O deputado Marcos Rogério (DEM-RO), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 430/2009, que propõe a criação de uma polícia única nos Estados e no Distrito Federal, apresentou parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, no dia 31 de maio. Ele considerou a PEC, de autoria do deputado Celso Russomanno (PP-SP), constitucional, além de aglutinar emendas e apensar nove PECs, que tratam de assuntos semelhantes - organização das forças de segurança estaduais - à PEC-430/09. O texto, no entanto, ainda não foi apreciado e novas mudanças poderão ser apresentadas.

A proposta, em resumo, possibilita a criação de força única e desmilitarizada de segurança nos Estados e no Distrito Federal. Para isso, a PEC sugere o fim das atuais polícias civis e militares, desmilitarizando também os corpos de bombeiros estaduais. A proposta cria ainda novas carreiras, cargos e estrutura de pessoal para os órgãos de segurança pública. Ainda conforme a proposta, as guardas municipais poderão realizar atividades complementares de vigilância ostensiva comunitária.

De acordo com Russomano, a iniciativa tem o objetivo de enfrentar “as principais mazelas que assolam nossas atuais instituições policiais, como a dissonância dos diversos órgãos na execução de ações que, por falta de comunicação, planejamento e comando único, acabam por se sobrepor e se anular".

Na análise do presidente da Associação Nacional de Praças (Anaspra), cabo Elisandro Lotin de Souza, a PEC propõe reformas profundas na segurança pública, entre elas, a desvinculação das polícias e bombeiros militares do Exército - uma das pautas prioritárias da diretoria da entidade dos praças brasileiro. O dirigente da associação nacional também vê com bons olhos outras mudanças. No entanto, devido a essas transformações profundas, Lotin entende que é preciso fazer uma remodelação do sistema de segurança pública com cautela, ouvindo, especialmente, os agentes operadores da área, por meio de suas representações classistas.

Transição

A PEC 430/09 atribui à União a competência de legislar sobre essa nova estrutura (polícia estadual), mas a corporação permanecerá subordinada aos governadores dos estados e do Distrito Federal.

Durante o período de transição do modelo atual para o novo, a direção da nova polícia será exercida de forma alternada entre um representante da polícia militar e outro da polícia civil. Cada um permanecerá no cargo por dois anos. Ainda assim, a proposta determina que os critérios de atuação desse profissional serão estabelecidos em lei.

Controle e financiamento

Com o objetivo de exercer o controle da atividade policial e dos corpos de bombeiros, a PEC institui o Conselho Nacional de Segurança Pública, órgão colegiado composto por 20 membros. Esses integrantes, oriundos de diversos órgãos relacionados à segurança pública e da sociedade civil, serão nomeados pelo presidente da República, depois de aprovação pela maioria absoluta do Senado. O mandato será também de dois anos.

A PEC prevê ainda a criação, por meio de lei complementar, de fundos nas três esferas da federação - nacional, estadual e municipal - de segurança pública, constituídos por um porcentual da arrecadação de cada um desses entes federados.

Fonte: ANASPRA


Governo institui Dia Nacional da Polícia e dos Bombeiros

O Governo Federal sancionou a Lei n. 13.449/2017 e instituiu o Dia Nacional da Polícia e dos Bombeiros Militares, a ser comemorado em todo 24 de junho.

Segundo a art. 2º da norma, a matéria já está em vigor. Neste sábado (24), portanto, o Brasil celebra pela primeira vez a data. 

O deputado federal Subtenente Gonzaga, do PDT de Minas Gerais, é o autor do projeto, agora lei. 

Segundo o deputado, várias profissionais possuíam um dia comemorativo, mas não os policiais e bombeiros, a despeito de sua importância. 

Escolheu-se o 24 de junho por ser a data em que o cabo Valério dos Santos Oliveira foi atingido por uma bala perdida, durante um protesto por melhores condições de trabalho e salário em Belo Horizonte. Ele tinha apenas 36 anos e morreu em decorrência do disparo. 

As associações de praças do Rio Grande do Norte consideram a sanção da lei uma grande conquista das categorias militares.

Assessoria de Comunicação das Associações de Praças

Polícia militar do RN (Foto: Divulgação)

Comando-Geral manifesta preocupação com pedidos de reserva

O Comando-Geral da Polícia Militar tem manifestado preocupação com o número de pedidos de aposentadoria na corporação. 

Em seis meses, pelo menos 200 PMs pediram para entrar na reserva com receio de perda de direitos devido à Reforma da Previdência, revelou o órgão ao jornal Tribuna do Norte.

No sábado (17), o diário publicou uma entrevista com o Comandante-Geral da PM, o coronel André Azevedo. 

“O nosso grande problema, poderíamos dizer, é a escassez de recursos humanos”, afirmou o coronel. 

Como é notório, os bombeiros militares passam por situação semelhante. 

Considera-se a quantidade de efetivos uma das piores da corporação, somada ainda à preocupante falta de recursos. A Polícia Militar do RN acumula dívidas; os recursos disponíveis são escassos. 

Para as associações de praças, grande parte do problema poderia ser resolvido com a aprovação das Leis de Organização Básica, as LOBs, há meses emperradas no Governo do Estado.

As normas aumentam o efetivo, fazem um planejamento do ingresso de pessoal, descentralizam a Polícia Militar e os bombeiros.

Além disso, o governo tentou este ano incluir os militares na Reforma da Previdência estadual, um ato a respeito do qual depois recuou. Demonstrou-se, porém, o propósito de se atacar direitos conquistados ao longo de anos de luta, o que tem assustado grande parte da categoria e provocado os pedidos de entrada na reserva.

Tanto com relação às leis quanto à previdência, o governo tem se mostrado reticente, com o lançamento de propostas vazias, quase nunca efetivadas. 

O encaminhamento das normas à Assembleia Legislativa, por exemplo, nunca ocorreu, e a Reforça da Previdência só não foi levada à frente em razão das manifestações realizadas pelas categorias militares.

Para as entidades representativas, para além do problema fiscal, seria mais razoável assegurar o repasse do superávit, garantido aos outros Poderes. A distribuição do orçamento tem gerado desequilíbrios: enquanto o Judiciário possui vastas somas em seus cofres, os servidores do Executivo sofrem com salários atrasados. 

Assessoria de Comunicação das Associações de Praças

Comandante-Geral da PM, o coronel André Azevedo 
(Foto: PM/ASSCOM)

Sucesso de público, seminário debate previdência, ciclo de polícia e carreira única

O I Seminário sobre Previdência dos Militares e Atualização de Legislações Específicas se tornou um sucesso, com a presença de mais de 100 participantes.

Além de temas relacionados a aposentadorias, benefícios e pensões, tratou-se ainda do chamado ciclo de polícia, sobre a carreira única e diversos outros assuntos de interesse dos profissionais da Segurança Pública. 

Nereu Linhares, advogado previdenciarista, explanou acerca da inexistência do falado deficit previdenciário, usado como justificativa pelo governo estadual para reformar o sistema de contribuição. Na opinião do especialista, ocorre, na verdade, um problema de gestão cuja consequência acarreta prejuízos para os servidores. 

Ex-vice-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais do RN (IPERN), Cristiane Silva Correa palestrou sobre o assunto no âmbito local. Ela trouxe um aspecto mais acadêmico para o debate, com explicações sobre a ciência atuarial e como se dá a contribuição em diversos sistemas de previdência, de modo a evidenciar o cálculo de contribuição.

O deputado federal Subtenente Gonzaga tratou da polêmica das prisões administrativas. Ele atualizou as categorias sobre legislações a respeito do tema em curso no Congresso Nacional, tanto legislações ordinárias quanto Propostas de Emenda à Constituições, as chamadas PECs.

Por sua vez, o vice-presidente da Associação Nacional dos Praças (ANASPRA), Héder Martins de Oliveira, defendeu o ciclo completo de polícia, conceito segundo o qual a polícia militar pode ter função investigativa e a civil, função de polícia ostensiva. Com isso, a sociedade ganha, porque, no sistema atual, menos de 8% dos crimes são elucidados. 

Dalchem Viana, presidente da Associação dos Bombeiros do RN (ABMRN), realizou uma palestra sobre a carreira única, seus impactos nas demais reformas estruturais e no sistema de segurança pública. Segundo o dirigente, a proposta assegura o mencionado ciclo completo de polícia, a própria desmilitarização, e contribui para a diminuição dos altos índices de homicídio no País. 

O Brasil é o décimo primeiro país onde mais se mata do mundo, com quase 60 mil mortes violentas por ano. No Rio Grande do Norte, esses números chegam próximo a 1,2 mil homicídios apenas no primeiro semestre de 2017, uma estatística alarmante, comparável a nações em guerra.

De acordo com os organizadores, o seminário pode ser considerado um sucesso, o que demonstra o empenho das associações pelo esclarecimento de pautas que envolvem policiais e bombeiros militares . Com novos encontros, será possível direcionar os focos de luta das diversas entidades representativas, cujo trabalho tem contribuído de maneira decisiva para a obtenção de diversas conquistas.

Assessoria de Comunicação das Associações de Praças
Presidente da ABMRN, Dalchem Viana, 
durante sua palestra (Foto: Divulgação/Facebook)

Diárias nos Fóruns estão atrasadas


Além das operacionais, agora as diárias pagas aos policiais por serviços prestados nos Fóruns também estão em atraso desde março. 

O fato tem causado indignação nos profissionais da segurança pública, tendo em vista o notório superavit orçamentário do Judiciário potiguar.

“Diante de tal situação é completamente desencorajador aos policiais abdicaram de suas folgas e do convívio familiar para prestarem segurança pública de modo fiado e, ainda, sofrer o risco de tomar calote”, declarou o presidente da Associação de Praças da Polícia Militar da Região Agreste do RN (ASSPRA), Guinaldo Lira. 

Segundo o dirigente, muitos policiais tem deixado de prestar o serviço pelo mencionado falta de pagamento, como ocorre com os serviços extras prestados ao Executivo.

Sem a regularização, o Judiciário corre o risco de ter dificuldades de obter profissionais para realizar o trabalho de segurança das dependências de seus órgãos. 

Assessoria de Comunicação ASSPRA PM RN

                   Foto: divulgação                     

I Seminário sobre previdência dos militares conta com palestrantes de peso

O I Seminário sobre Previdência dos Militares Estaduais e Atualização de Legislações Específicas ocorre neste dia 9 de junho a partir das 8h no Arituba Park Hotel, na Av. Hermes da Fonseca, bairro Tirol, em Natal.

Gratuitas, as inscrições podem ser realizadas pelo aplicativo de mensagens Whatsapp através do número (84) 99844-3169 ou pelo e-mail abm.rn@hotmail.com.

Entre os palestrantes, estão Cristiane Silva Correa, graduada em Ciências Atuariais e mestre e doutora em Demografia pela UFMG, além de professora adjunta da UFRN; Héder Martins de Oliveira, Subtenente da PMMG, vice-presidente da ANASPRA, bacharel em Direito e especialista em Segurança Pública e Justiça Criminal; Nereu Linhares, advogado previdenciarista com atuação no regime de previdência estadual; e Subtenente Gonzaga, deputado federal por Minas Gerais.

A realização do seminário está a cargo das associações de militares do RN: Associação de Praças da Polícia e Bombeiros Militares do Seridó/RN (APBMS), a Associação de Bombeiros Militares do RN (ABMRN), Associação de Cabos e Soldados da PMRN (ACM PM), Associação de Praças da Polícia Militar de Mossoró e Região (APRAM), Associação dos Praças da Polícia Militar da Região Agreste do RN (ASSPRA) e Associação dos Subtenentes e Sargentos PM e Bombeiros Militares do RN (ASSPMBMRN).

O evento conta ainda com o apoio da Associação Nacional dos Praças (ANASPRA).

Mais informações pelo número: (84) 3213-4945.

Assessoria de comunicação das associações de praças


Curso de formação deve ser sem exigência de Bacharelado em Direito e sem limite de idade

As associações de Praças da Polícia e Bombeiros Militares protocolaram um Projeto de Lei com o propósito de acabar com o limite de idade e impedir a exigência do Bacharelado em Direito para os que querem realizar o Curso de Formação de Oficiais (CFO). 

Em trâmite na Controladoria-geral do Estado, a minuta da norma vem na iminência da realização do curso dos bombeiros, cujo edital já foi publicado, e da PM, previsto para os próximos meses. Cumpre destacar que a disciplina dessas matérias seria regida por essa nova lei enquanto o estatuto das categorias militares não é aprovado. 

Para as associações, não se pode exigir limite de idade para os profissionais que, por inércia do Governo, perderam a oportunidade de fazer o curso. Ademais, posicionam-se a favor da exigência de nível superior como requisito da seleção, mas são contrárias à exigência de formação específica em Direito.

Assessoria de Associações de Praças da Polícia e Bombeiros Militares do RN



Governo marca reunião para debater pagamento de salário em dia

O Governador Robinson Faria marcou audiência com representantes dos servidores civis e militares, para debater a questão do pagamento salarial em dia.

Na semana passada, o Fórum de Servidores do RN, do qual as associações de militares fazem parte, reuniram-se com a secretária-chefe do Gabinete-Civil, Tatiana Mendes, quando se estabeleceu o encontro.

Os trabalhadores do serviço público vão cobrar o repassa feito a mais para os demais Poderes, especialmente o Judiciário, a título de superávit orçamentário.

Para as categorias, é possível utilizar essa verba para regularizar o pagamento salarial.

Na quinta-feira (18), o Fórum organizou uma manifestação em frente a Governadoria, no sentido de cobrar a apresentação de um calendário de pagamento, além da revisão das tabelas dos Planos de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCRs).

Assessoria de Comunicação das Associações de Praças


Servidores civis e militares na Governadoria 
(Foto: Assecom)

Fim da polícia militar ou da civil? Entenda o debate sobre criação de uma só corporação

Uma comissão da Câmara dos Deputados estuda uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que uniria as polícias militar e civil em uma só corporação. A ideia seria implantar um novo sistema de segurança pública em que a mesma polícia que faz o patrulhamento das ruas e investigue os crimes cometidos, o que eliminaria a diferenciação de funções entre o policial militar e o civil.

A intenção da comissão é propor uma medida que atenue as sucessivas crises da segurança pública que culminou em recentes greves nas corporações, massacres em presídios e aumento dos casos de explosão de caixas eletrônicos.

A unificação das polícias seria o que os especialistas em segurança pública chamam de “ciclo completo da polícia”, em que um mesmo profissional tem qualificação para atuar no patrulhamento ostensivo e na investigação criminal. Para isso seria necessário a criação de uma nova carreira, preferencialmente com a capacitação de nível superior.

Membros do Ministério Público e acadêmicos, os defensores da medida, argumentam que o Estado economizaria em treinamento e equipamentos, pois os recursos destinados a isso seriam os mesmos para todos os policiais. Também afirmam que garantiria mais eficiência à estratégia de inteligência de segurança pública, que focaria em um único grupo de agentes.

“A cada nove minutos uma pessoa é assassinada no Brasil e a taxa de elucidação de homicídios fica abaixo de 10% em muitos estados da federação. Nesse contexto, é preciso reavaliar o desenho constitucional na aérea de segurança pública e isso implica, necessariamente, em uma revisão do modelo policial brasileiro”, defendeu o deputado Vinicius Carvalho (PRB-SP), relator da comissão.

Para Ricardo Ferreira Gennari, especialista em Segurança Pública, há “vaidade dos comandos” das duas polícias no dia a dia da solução de crimes e essa rivalidade leva a ineficiência das corporações. É como se os oficiais da polícia militar e os delegados da civil disputassem o prestígio e o reconhecimento no solucionamento de crimes. O estudioso pondera, no entanto, que há problemas maiores para serem resolvidos como o atraso nas estratégias de inteligência e o baixo investimento em segurança pública. Ele defende que seja revista a estrutura que já existe.

O problema é que unir as duas corporações não é uma tarefa fácil. Principalmente porque os principais atingidos com a mudança apresentam resistências à unificação.

Um dos motivos é o receio de perder poder de decisão sobre a corporação. Até porque questões sobre como seria essa nova carreira ainda não foram respondidas. Os profissionais oriundos da polícia militar se subordinariam aos da civil ou vice-versa? Quem defende a unificação garante que a intenção é que haja uma nova corporação sem subordinações, mas na prática ainda não há convencimento entre os policiais sobre isso.

“O maior entrave para uma possível unificação é o medo do novo. As corporações policiais têm receio de terem seus direitos diminuídos em uma eventual mudança. No entanto, deixo claro que esta é uma comissão de estudos e, por isso, todas as possibilidades estão sendo avaliadas”, explicou o relator do colegiado.

Alguns especialistas defendem que discutir a unificação é tirar o foco de outros problemas. “O policial que está em contato com a população tem que ser o foco das políticas públicas, precisa ser mais bem remunerado, mais bem preparado. Eu não acho viável [a unificação] e não resolveria os problemas da segurança pública”, comentou Eduardo Cerqueira Batitucci, coordenador do Núcleo de Estudos em Segurança Pública da Fundação João Pinheiro.


 | Albari Rosa/Gazeta do Povo

Luta das associações assegura cumprimento continuo da LPP

Depois de muito esforço, as associações de praças comemoram a publicação dos progressos de carreira de forma relativamente automática, como prevê a norma.

A pressão das entidades representativas surtiu resultado e o Governo, por meio do Comando-Geral da Polícia Militar, assegurou este ano o cumprimento contínuo da Lei de Promoção de Praças (LPP).

“Nós estamos muito felizes em ver a efetivação da LPP, que começa a fluir naturalmente. Para isso, foi essencial o trabalho das associações junto ao Governo, sem esquecer da importância do esforço do atual Comando da PM, que tem se esforçado para que a parte administrativa envolvendo as promoções fluam naturalmente”, disse o presidente dos Praças da Polícia Militar da Região Agreste (ASSPRA PMRN), Guinado Lira. 

A entidade representativa dos praças ressalta a postura do Comandante-Geral no cumprimento da LPP, o que muito se deve enaltecer. Conquistada a duras penas, as promoções são conquistas garantidas por norma legal e devem ser cumpridas a risca a fim de valorizar o profissional militar.


Governo cancela reunião sobre LOBs, que emperram em burocracias

Demanda antiga das categorias militares, as Leis de Organização Básica (LOBs) passaram por um sem-número de análise nos últimos anos.

Ainda assim, o Governo decidiu postergar seu envio à Assembleia Legislativa, para cumprir uma série de exigências, o que frustra os profissionais da área.

Na manhã desta sexta-feira, houve uma reunião da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESED), da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros com o Conselho de Política de Administração e Remuneração de Pessoal (COARP) para aprovação das normas.

Para acompanhar o debate, representantes das associações de praças decidiram comparecer ao encontro. No início, foram impedidos de adentrar na sala onde haveria a reunião. 

O caso gerou bastante debate e, quando se decidiu permitir a entrada dos membros entidades representativas, o Executivo decidiu cancelar o pleito. Mais uma vez, portanto, descumpre a promessa de encaminhar as leis, consideradas vitais para a melhoria do Sistema de Segurança Pública. 

“As LOBs são tão importantes quanto à Lei de Promoção de Praças. É necessário que a categoria acorde para isso”, alertou o presidente da Associação de Bombeiros Militares do RN, Dalchem Viana.

Antes de encaminhar as normas, o Governo solicitou estudos sobre impacto previdenciário, sobre direito estatutário, como férias e décimo terceiro, além de uma análise sobre diversos efetivos pela região nordeste.

Contudo, ao propor as LOBs, os militares debateram exaustivamente os temas com o Executivo várias vezes, motivo pela qual se ignora por que se volta a assuntos considerados já debatidos. 

Assessoria de Comunicação das Associações de Praças